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Crítica- O Melhor Amigo da Noiva

julho 1, 2008

Você pode colocar no papel, toda comédia romântica obedece a fórmula x tá afim de y mas algo impede que os dois fiquem juntos. No final, uma loucura de amor muda tudo. Pois é, O Melhor Amigo da Noiva não é diferente e, se tratando de um filme desse gênero, nem era para ser. Mas por que assití-lo (ou não), então?

O que salva um filme de comédia romântica é exatamente o que salva uma boa cantada. Quer dizer, ambos tem alto teor de previsibilidade, mas isso não quer dizer que seja ruim. Tudo dependende do lugar, da situação e da cantada.

Mas, como não estamos falando simplesmente de romance e sim de uma comédia romântica, é importante acrescentar algo que cative, um plus, uma pitada a mais na dica acima. Logo, entendemos que todo bom filme no gênero contém as situações (mais) inusitadas, nos lugares (mais) impróprios com as cantadas (mais) originais.

Nisso, souberam dosar bem os roteiristas Harry Elfont e Deborah Kaplan, que já trabalharam juntos em Josie e as Gatinhas (2001) e Mal Posso Esperar (1998), dois bons filmes de humor. Adam Sztykiel, o terceiro da equipe, apesar de estreante, assina pela história toda, o cérebro por trás de toda criatividade.

Pega logo, rapaz!

No enredo, um homem mulherengo se torna melhor amigo da única mulher que não se seduziu por ele. Mas, com o tempo, a proximidade dos dois os leva a sentirem algo mais um pelo outro. A princípio, no entanto, ninguem expõe isso de forma direta.

Claire (Michelle Monaghan) até tentou alguma coisa, mas Tom (Patrick Dempsey) só dava bola fora. Então, ela conheceu um escocês em uma viagem e engatou um romance com ele.

Quem não gostou nada disso foi Tom, que se apaixonou por Claire. Ele tentou dizer a ela, mas ruídos na comunicação o impediam . Quando a menina voltou de viagem, Tom recebeu seu único consolo: um convite para ser Dama de Honra do casamento da amiga.

Ele aceitou -mas com segundas intenções, é claro.

Trama

Com certeza aceitar ser dama de honra de um casamento para tentar impedí-lo é uma boa tirada, mas podia ser mais explorada pelo diretor Paul Weiland. As situações engraçadas se resumem em poquíssimas cenas, muitas vezes com um humor mais contido no diálogo do que na ação em si.

Cenas como a do restaurante, em que Tom se desentende com o garçon, ou do banheiro, em que Tom e seus amigos se surpreendem com o tamanho do seu oponente escocês, não fazem frente aos milhares de diálogos de humor do filme.

Seja nas conversas do rapaz com amigos do basket, ou com o pai mulherengo, o fato é que esses diálogos sempre são contaminados por lições de moral do tipo ‘você tem de largar tudo, ir até ela e pam‘. E isso é até importante, mas repetidamente, aborrece.

Claro, isso seria um erro mais de roteiro, do que de direção. Mas em uma produção audiovisual é papel do direitor sentir o time do filme e perceber quando ele está chato. Cineminha bom para uma pipoca, mas enche o saco! (assim você se distrai..)